Atravéz da profundidade dos seus olhos, mergulho em um mundo inimagiável, sem saída, recheado de um desconhecido irresisível. Uma porta somente de entrada que equivalhe ao conciente cárcere, cárcere em que insisto em chamar de liberdade. Eu me prendo e sem saber nadar mergulho naquele arrebatador mar sem fundo. Só então percebo a proporção da minha escolha. Não respiro mais. O meu corpo afunda e os meus pulmões ao se encherem da sua água e desfrutam então da minha tão desejada liberdade.
Rio de Janeiro 05/05/10
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